sexta-feira, 13 de abril de 2012

Vamos falar sobre ele. Vamos falar sobre o Lucas.

Your crazy kitten smile


Não me lembro quanto tempo faz que não faço algum post pessoal aqui. Acho que é porque no fundo, eu esqueci de que esse deveria ser o formato do blog, enfim...

Já faz tempo que não posto aqui e olha, eu tenho um motivo. Sabe qual é? Estou vivendo a vida.
Eu tenho vivido os meus dias na velocidade do som. Um dia após o outro, sem poder apertar o pause, mas isso é assunto pra outro dia porque fiquei inspirada e com vontade de escrever sobre um certo alguém. Acho que nunca contei sobre a principal mudança na minha vida nesses últimos anos, pois bem...

Eu fiz minha primeira aparição na vida do mocinho de nome Lucas, no dia 14 de novembro de 2010 também conhecido como o dia do show gratuito da Norah Jones em São Paulo. Segundo o que ele sempre me conta, eu não prestei muita atenção nele que estava sentado três lugares ao meu lado e não parava de me olhar. Eu confesso que não prestei atenção mesmo. Eu não sou e nunca fui de olhar pras pessoas por muito tempo, principalmente naquele dia. Eu estava mais interessada em olhar o sol quente primaveril se pôr atrás das nuvens e prestar atenção no vestido vintage vermelho de bolinhas brancas da Norah.

Depois do show, como uma mocinha de modos, eu me despedi de todas as pessoas que estavam na rodinha do meu lado. Dei tchau pra ele e as únicas coisas de que eu me lembro era da camiseta branca do Radiohead e do óculos bonitinho de aro preto dele.

Seis dias depois eu o encontrei no Festival Planeta Terra, no meio do mesmo grupinho de pessoas e dessa vez vestido com a camisa cinza do Clube da Luta e sem o óculos. São poucas as coisas de que me lembro desse dia, pois por opção não quis guardar muitas lembranças já que se tivesse que acontecer alguma coisa entre a gente, essa tal coisa não passaria daquele dia.
Sim, eu tinha acabado de me envolver e me decepcionar com uma pessoa e meu plano não era repetir tudo de novo. E considerando ainda o meu pessimismo de vida eu não poderia pensar que qualquer coisa que acontecesse num festival de música fosse muito longe.

Depois de muitos esbarrões provocados pelo meu amigo Victor - cúmplice da cúpida contratada pelo Lucas, Lika - fomos nos aproximar lá pelas 02:30 da manhã no show do Hot Chip. Depois de cansar de ficar sentada esperando ele tomar um atitude - sim, porque de tímida já basta eu - ele resolveu sentar na grama onde eu estava deitada (like a bela adormecida) e finalmente me beijar. Foi aí que eu senti meu estômago borboletear e o coração disparar.

Uma semana depois eu fiz com ele o que eu queria fazer há tempos: Ver o sol nascer no vão do Masp. Já foram lá? Eu adoro aquele lugar! Seja no final de tarde ou no comecinho da manhã.
Conversamos sobre como o frio da manhã paulistana era bom, sobre como eu gostava de ver a calma das pessoas acordando na manhã de domingo, sobre como o silêncio era bom, sobre como eu amava cada pedaço de concreto da cidade e sobre como as borboletas insistiam em querer sair de dentro de mim pra voar nas flores bonitas do jardim.
Naquela mesma manhã ele me levou pra casa e simplesmente dormimos com o silêncio do lar doce e verde lar  dele.

Quase um mês depois estávamos namorando e nos amando como se não houvesse amanhã. E durante aquele primeiro mês eu continuei a pensar que tudo não passava de uma brincadeira ou um sonho qualquer. Um ano depois se passou e aqui estou eu, achando a mesma coisa.

Sempre achei que nunca fossem olhar pra mim por causa da minha falta de atributos e meu excesso de altura, mas aqui estou eu sendo a pessoa mais feliz do mundo.
Ele é aquele cara que no fundo eu ainda acho que é cego, porque me chama de linda quando eu acordo descabelada e sem maquiagem; ele é aquele cara que se preocupa quando eu fico doente e só não vem ficar do meu lado porque não moramos pertinho; ele é o cara mais inteligente que eu já conheci, tem opinião e explicação pra tudo; ele é o cara que tem o sorriso mais lindo de todos; ele e o cara mais sensível que existe na face da terra, tem cócegas nas mãos, nos braços, nos joelhos e sente cócegas sozinho colocando o pé no chinelo; ele é o cara que tem a risada mais engraçada e gostosa do mundo; ele é o cara mais estiloso; ele é o cara mais confiável que existe; ele é o meu super herói; ele é o cara mais paciente e mais prestativo; ele é o carioca que tem o sotaque menos irritante; ele é o mais cheiroso e macio de todos os caras da galáxia; é o melhor cara com quem eu já estive durante os meus 21 anos de existência; é o cara com quem eu quero discutir livros distópico depois do sexo; é o cara com quem eu quero dividir potes de sorvete; é o cara por quem eu quero ser instruída nos combos specials; é o cara que eu quero pra ser meu player 1; é o cara com quem eu quero ver filmes debaixo do cobertor; é o cara com quem eu quero dividir uma caixa de ferrero rocher no sistema 3 pra você e 2 pra mim; é o cara com quem eu quero comer gordices pela cidade; é o único cara com quem eu dividiria uma Guinness; é o cara de quem eu sempre vou encher o saco dizendo que não teve infância; é o único cara com quem eu quero dançar rockabilly ridiculamente na balada; é o cara com quem eu quero andar de balão; é o cara pra quem eu cozinharia; é o único cara que pode dividir uma garrafa de vinho comigo; é o cara com quem eu quero construir uma estante maneira de filmes e livros clássicos; é o cara com quem eu quero viajar pelo mundo; é o único cara que pode me chamar de Honey Bunny; é o único cara que eu vou chamar de Pumpkin  e é o cara com quem eu quero ficar junto até envelhecer de mãos dadas.

Esse é o cara que me chamou pra viver. Esse é o primeiro e o último namorado na minha vida.
Esse é o meu Lucas

"And true love waits
In haunted attics..."