sábado, 25 de dezembro de 2010

O mais importante continuar puxando o gatilho.

Hardenberg: É da natureza humana querer ser melhor que os demais. Todo grupo logo elege um líder. E a maioria só fica feliz quando compra algo novo.

Jan: “Feliz”? Acha que as pessoas são felizes, Hardenberg? Ei, abra os olhos…Saia do seu carro e ande pelas ruas! Elas parecem felizes ou animais assustados? Veja suas salas de estar. Todas grudadas na TV ouvindo zumbis chiques falarem sobre uma felicidade perdida.Dirija pela cidade, verá a imundice, a superpopulação, as massas feito robôs nas escadas das lojas de deparamento. Ninguém conhece ninguém. Acham que a felicidade esta ao alcance mas ela é inalcançavel porque você a roubou. É a vida, você sabe muito bem. Mas tenho uma notícia pra você, executivo: A máquinha superaqueceu. Somos só os percusores. Sua época está para acabar. Enquanto você surta na tecnologia outros sentem ódio. Como as crianças das favelas assistindo filmes de ação americanos. É só o começo, haverá mais. Mais casos de insanidade, serial killers, almas destruídas, violência gratuita… Não pode sedar todo mundo com game shows e shoppings e os antidepressivos não vão funcionar para sempre. O povo está cansado da merda do seu sistema.

Hardenberg: Admito que há uma verdade no que falou mas sou o bode expiatório errado. Eu jogo o jogo, mas não fiz as regras.

Peter: Não importa quem inventou a arma, e sim quem puxa o gatilho.