sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Reclame menos, agradeça mais.

"O espelho nos dá a sensação mágica de, subitamente, tomar consciencia de si mesmo. É o momento que você se encontra com o que você representa para o mundo. "Ah, então é assim que eu sou". Repare que em frente do espelho a gente sempre faz uma careta. É porque achamos que somos diferentes daquilo que realmente somos. Então, a princípio, não acreditamos muito naquela imagem. Até achamos graça. Depois a examinamos direito e viramos de perfil, de costas, mexemos no cabelo e dizemos "olá, como vai?" Espelho sempre foi um coisa importante na minha vida. Eu adoro me ver num espelho, apesar de sentir certa vergonha se houver outra pessoa do meu lado (...) É engraçado como eu me estudo minuciosamente frente ao espelho. Presto atenção em todos os detalhes: "essa mecha de cabelo está feia, passo ela pra cá, e assim tá melhor". Acontece que ninguém percebe a mecha corrigida, isto é, pra maioria das pessoas tanto faz se ela esta de um lado ou de outro."

Ficar tetraplégico. Isso nunca passa pela cabeça de ninguém né, até acontecer. E eu mal cheguei no meio do livro e ja invejo a força de vontade grotesca do Marcelo Rubens Paiva. Incrivel como a gente reclama da vida por nada, imagine então não poder se movimentar do pescoço pra baixo? Sejamos então mais agradecidos pelas minimas coisas que temos.