segunda-feira, 6 de outubro de 2008

As coisas acontecem e acontecem e acontecem...

Aconteceu tantas coisas nesses primeiro dias de outubro que eu nem sei por onde eu começo, nem sei se eu devo colocar isso eu não sei nem como colocar, to tão "abalada" que não consigo me expressar direito, talvez eu devesse começar pelo começo, ou começo pelo pior?
Sábado a noite eu estava em casa como de costume, uma noite normal, quando me bate a porta uma pessoa desesperada e arrependida por seus atos do passado, por não saber o que fazer com o filho irresponsável e ignorante que engravidou alguma outra pessoa irresponsável e ignorante, disse que gostaria de tirar eu e minha pequena familia do lugar onde a gente tava, que a gente conquistou com muito suor (contra a minha vontade, mas eu inha 12 anos e minhas vontades não eram levadas em consideração ainda) pra dar abrigo ao novo casal irresponsavel e ignorante da família. Eu nem sei o que comentar sobre isso, eu ficaria grata se essa pessoa devolvesse o dinheiro da minha faculdade, do meu carro, do meu futuro que foi usado pra comprar esse teto, nessa cidadesinha medíocre, mútua, suja e escondida de volta. Com a devolução da quantia, eu até daria graças a deus em sair daqui, mas isso não é o bastante pra ela, ela quer simplismente que eu saia e pronto, mas as coisas não são bem desse jeito, né? Se bem que não seria tão fácil sair daqui e deixar minha irmãsinha, que eu mesma achei e que hoje não consigo me ver sem ela.Não ia conseguir ficar longe.
Com essa história toda, minha mãe, o meu apoio, o meu forte parece estar se entregando, se ela soubesse o medo que me da só de pensar que o pior possa vir acontecer, ela que sempre foi tão forte, tão energética, tão animada, não é mais assim e eu não sei o que eu posso fazer pra recuperar essa força novamente.
Ja perdi o raciocinio, se é que eu tive algum pra escrever esse post, como diria o livro que me batizou


"Sempre que me acontece alguma coisa está ventando" - costumava dizer Ana Terra