quarta-feira, 9 de abril de 2008

Crescer, por mim mesma

Meu nome é Ana Terra, mais muitos me chamam de Gute, gostaria de ser chamada pelo meu nome, mas ja que o apelido pegou, tudo bem, atendo pelo pseudonimo também. Tenho 17 anos nasci dia 03 de fevereiro de 1991, gostaria de ter nascido bem antes disso, mas como não sou eu que decido isso aceitei essa data como o dia de dar oi pra outro mundo, tudo estaria perfeito se eu tivesse um pai e uma mãe que me acolhecem e que me amassem e os tive, e fui querida por eles que me ensinaram a sobreviver nesse mundo injusto.Tive uma infância como qualquer criança, esconde-esconde nas tardes de domingos, brincar na areia, se sujar, andar de patins, se melecar de doces, brincar de massinha, ter medo de trovões a noite, ouvir histórias, procurar desenhos nas nuvens.Aos 9 anos de idade sem muito entender, perguntava porque meu pai não voltava pra casa, claro ele tinha morrido, eu como uma criança não entendia o que significava isso, com toda essa ausência de alguém que eu realmente amava que definia como felicidade, começou a se estender por muito tempo o meu pique começou a se esvair pelos ares, vi que tudo aquilo que eu fazia antes não fazia mais sentido.Mas eu de certa forma aprendi a conviver com esse buraco dentro de mim.Cresci e aos 12 eu tive que me mudar pra outra cidade onde eu não conhecia ninguém, com muita dificuldade em deixar o lugar que eu cresci, os amigos de infância que eu acreditava que nunca ia perder e a escola que em que comecei a aprender a ler escrever me expressar, eu fui. Em 2002 eu conheci a Amanda, uma das pessoas mais importantes da minha vida, foi com ela que eu aprendi a sorrir de novo, aprendi a compartilhar as coisas, tudo que eu sou hoje, uma parte aprendi com ela, e até hoje vivemos juntas, tanta coisa a gente passou, barracos, mancadas, fugas, mentiras, confissões, segredos, shows, planos.Dai pra frente eu comecei a 'viver' de novo, com tudo isso eu aprendi muitas coisas, que nem todas as pessoas são confiáveis, nem todas são bons exemplos, que quando te chamam pra sair não é esse o sentido da coisa, que existem pessoas aproveitadoras e falsas.
Hoje eu estou no 3º colegial do ensino médio, quem diria a uns tempos atrás eu dizia que nunca iria acabar a escola, pois é último ano e depois a responsabilidade vai bater com toda força na porta, e vou perceber que a vida que eu imaginava quando era criança não passava de uma mentira, as coisas não vão ser faceis, o esforço, a dedicação, a determinação vão exigir muito de mim. Nesses últimos dias eu andei pensando que vou levar as coisas mais a sério, meu tempo de curtição se acabou, meu tempo de sonhar também, agora é fazer tudo para que tudo que eu sonhei se torne realidade. A minha fase de adolescente rebelde ta desaparecendo, não digo que vou ser uma pessoa super ocupada, sem tempo para os amigos, para as festas e tudo, só estou querendo dizer que não sou mais a mesma, espero que as pessoas me reconheçam por algo importante, pela ausencia que faço, pelos sorrisos que um dia as tirei, pela confiança que passei quando quiseram me contar algo, pelo simples fato de me terem como companhia.
Eu espero que um dia todas essas pessoas que conviveram comigo se recordem de como foi bom ter-me ao seus lados(?) que possam olhar uma foto minha e logo dizer ela foi importante.Eu digo pra todos os que conheci independente de hoje estarem ou não do meu lado, de serem ou não meus amigos, de gostarem ou não de mim, na última página do meu livro todos vão ser citados, por seus grandes feitos.
Vejo meu futuro daqui pra frente, ter meu trabalho ser considerada por ser boa naquilo que faço, ser muito bem recompansada pelo meu trabalho, ter meu apartamento pra reunir meus amigos no sábado a noite, meu carro pra nos finais de semana poder sumir pelas estradas ouvindo The Cure, ter pessoas com quem posso contar sempre, quem sabe um dia poder ter uma Alice e uma Sophia na minha vida e claro ter alguém que me veja com outros olhos que aceite todos os meus defeitos quanto as minhas qualidades, mas não levo muita fé nisso não, mas enfim. Um dia tudo pode acontecer.